04/02/2014

Detentos da penitenciária agrícola Mário Negócio, em Mossoró, iniciaram as primeiras colheitas do ano.


Mais um dia de festa para a direção, técnicos, agentes e detentos da Mario Negocio em Mossoró.

Quem passa pela rodovia que liga Mossoró a Baraúna logo pode ver a fartura no campo e essa não é uma colheita qualquer. A melancia colhida vem da lavoura que fica na Penitenciária Agrícola Mário Negócio. Na manhã de hoje começou e serão colhidas cerca de 35 toneladas de melancias na primeira etapa e já com a venda garantida.

Como começou:

O agricultor “Francisco Albano Sobrinho”, de 46 anos de idade se envolveu em um crime na cidade de Assú e depois de passar pela prisão de Alcaçuz, veio transferido para Mossoró. Albano procurou a direção do PAMN e pediu uma oportunidade para desenvolver o projeto de plantio na área agrícola do complexo penal. A área de plantio da penitenciária é de 15 hectares.

O Vice diretor Expedito Rocha, que também é técnico agrícola, criou esse projeto como trabalho de conclusão para o curso de gestão pública da Escola de Governo, que consistia inicialmente em produzir banana e mamão.

Os detentos envolvidos com o projeto ganham à redução de um dia para cada três trabalhado. Além disso, 60% dos lucros obtidos com a venda dos produtos hortifruti serão dividido por eles em partes iguais. Dos outros 40%, 30% ficam para a manutenção da unidade e 10% servem como pagamento para o gestor, conforme as proporções definidas pelo conselho da comunidade.

A viabilidade do plantio é garantida pela irrigação com a técnica de gotejamento, e utiliza o poço próprio do Complexo Penal e mais a água excedente do presidio federal que fica nas proximidades. A Companhia de Aguas do Estado instalou um registro de controle, no terreno do Mário Negócio.

O projeto é realizado com a colaboração de alguns parceiros, além do presídio federal, que ajuda com a irrigação, Secretaria Municipal da Agricultura de Mossoró, que disponibilizou o trator para limpeza do terreno e algumas empresas do setor agrícola de Baraúna, que doaram parte do equipamento usada no projeto.

Os detentos que tem trabalhado no projeto são do regime Semi-aberto e até do fechado. 
Segundo o Major Humberto Pimenta, diretor do Complexo Penal o projeto recebe o apoio e é fiscalizado pelo Ministério Publico.
Colaboração do Jornalista Fabiano Morais
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