10/03/2014

O próximo governo do Brasil precisa ser menos fisiológico e investir em gestão profissional


O maior desafio para o próximo Presidente da República será iniciar um novo ciclo de desenvolvimento no Brasil, sem abrir mão das conquistas que tivemos nos últimos 20 anos.

Nós vivemos nas últimas gestões do Governo Federal, de forma evidente, dois grandes ciclos de avanços na sociedade Brasileira.

Tivemos inegáveis conquistas na era FHC, onde vivemos um Ciclo de Estabilização Econômica, com o controle da inflação, consolidação do sistema bancário, regras para responsabilidade fiscal, estabilização da democracia, entre outros.

O Presidente Lula teve a sensibilidade e inteligência de iniciar o Ciclo de Inclusão Social, sem abrir mão das conquistas anteriores, promovendo um gigantesco processo de inclusão social, criação de rede de proteção social, melhoria no poder de compra do salário mínimo, criação de 15 milhões de novos empregos e vasto acesso ao crédito.

Infelizmente, não conseguimos identificar no governo da Presidenta Dilma o início de uma nova etapa, um novo ciclo, mas tão somente o esgarçamento do modelo anterior. No início de sua gestão o país viveu uma expectativa de uma faxina ética, com um novo momento de gestão para o Brasil, onde o fisiologismo e a ocupação politiqueira dos ministérios não fosse uma regra. A Presidenta demitiu vários ministros ligados às mais diversas legendas, sob a suspeita de corrupção, mas, passado esse primeiro momento, a troca de apoios no Congresso por espaços na gestão voltou com toda força e se consolidou mais uma vez.
Esse tipo de relação do Governo Federal com os partidos gera um prejuízo gigantesco para a gestão pública, chegando a afetar inclusive as agências reguladoras e empresas públicas.

Precisamos de uma nova pactuação em torno de uma nova agenda. Precisamos de um novo ciclo, que atenda as novas necessidades. Precisamos ter uma nova forma de fazer política no Brasil, onde as alianças partidárias sejam feitas em cima de um projeto de Estado e não em um Projeto de Poder.

A eterna política de aliança que loteia a máquina pública, dividindo Ministérios e Empresas Públicas, tão somente por apoios no Congresso Nacional, é ultrapassada e prejudicial à Gestão e ao Brasil.

Não há problema em as forças políticas que estão à frente do Governo dividirem responsabilidades e espaços. Mas o critério de escolha dos cargos deve ser técnico e com o estabelecimento de metas e índices de desempenho para cada um deles. Uma gestão profissional, de busca por resultados, é uma necessidade imperiosa para o Estado e para os políticos. Com os adventos das novas tecnologias de comunicação, a sociedade está cada vez mais exigente

Do novo Governo, esperamos a criação das bases de uma gestão pública moderna, que aposte na meritocracia, que combata os bolsões de influência ideológica - que tornam o Estado refém de algumas categorias que controlam orçamentos, instrumentos jurídicos e ordenação de despesas públicas.

Kelps Lima
Advogado. Deputado Estadual. Presidente do partido SOLIDARIEDADE no Rio Grande do Norte.
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