22/01/2014

Delegado é afastado após ser filmado entrando em motel em carro da polícia


delegados Alexandro Gomes e Odilon Teodósio
foram afastados (Foto: Felipe Gibson/G1)

O diretor de Polícia da Grande Natal (Dpgran), delegado Odilon Teodósio dos Santos Filho, foi afastado do cargo na manhã desta quarta-feira (22) após a veiculação de um vídeo onde ele aparece usando um carro da polícia para ir a um restaurante e a um motel com uma adolescente. 

A Corregedoria da Secretaria Estadual de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed) e o Ministério Público do Rio Grande do Norte investigam se houve improbidade administrativa por parte do delegado. Procurado pelo G1, Odilon Teodósio limitou-se a dizer que a denúncia é falsa.

Além de Odilon, o adjunto dele, Alexandro Gomes dos Santos, também foi afastado do cargo. Ele foi filmado usando o carro da polícia para ir a uma faculdade particular de Natal onde é professor.

O delegado-geral adjunto de Polícia Civil, Adson Kepler Monteiro Maia, disse que os dois delegados pediram afastamento dos cargos. "Eles solicitaram para deixar as funções que ocupavam para garantir a lisura das investigações. A Delegacia Geral já solicitou que a Corregedoria de Polícia apure essa denúncia. O que posso afirmar é que essa não é uma prática usual da Polícia Civil do Rio Grande do Norte", falou.

O carro usado por Odilon Teodósio para ir a um restaurante e a um motel é um Ford Fiesta branco de placas NNY-0273, registrado no Departamento Estadual de Trânsito (Detran) em nome da Polícia Civil e que deveria ser usado "estritamente em serviço reservado de caráter policial", conforme documento expedido pelo Detran.

O delegado Adson Kepler disse que a corregedoria deverá ouvir Odilon Teodósio, a mulher filmada com ele, e Alexandro Santos.

O mesmo procedimento será adotado pelo Ministério Público. O promotor do Patrimônio Público Paulo Lopes Batista disse que a denúncia de mau uso de carros de polícia por partes dos delegados já chegou ao MP. "A denúncia já está aqui conosco. Houve a distribuição e eu fui sorteado para analisar se devemos ou não instaurar um inquérito civil. Somente com o decorrer das investigações é que poderemos dizer se houve ou não improbidade administrativa e que tipo de punição poderia ser dada aos delegados".
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