Quem compra...(se) vende!


É comum ouvir nas ruas os cidadãos se lastimarem devido ao atual momento político pelo qual passa o país. Queixam-se de que os políticos (e o povo generaliza) nada fazem para a melhoria da vida da população e que só agem em proveito próprio, de sua família ou de seu grupo político. Aprendi desde cedo um ditado popular, no qual se diz que a voz do povo é a voz de Deus(vox populi, vox dei) e, nesse caso, o povo tem razão, mas perde esta razão quando descobre que participa, com seu voto, para esse estado de coisas.
Ora, o poder político só se exerce no país através do voto. Essa é a democracia representativa, na qual se elegem representantes do povo, pelo povo e para(administrar) o povo. Não é por acaso que nossa Constituição Federal proclama que “todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos...”(CF/88, art. 1º. parágrafo único). Sendo assim, ninguém se elege por si, mas pelos votos da população. Há, portanto, responsabilidade do eleitor em cada ato de seu representante. O candidato eleito deve agir, munido da procuração recebida do povo que o elegeu e agir de acordo com os interesses e necessidades desse povo. Quando foge desse compromisso, ou mesmo quando revela que nunca existiu esse compromisso, passa a cumprir um mandado pessoal, familiar ou de grupos. Passando a valer a luta por cargos comissionados em troca de apoio parlamentar contrário ao aumento do salário mínimo, a não criação de CPIs, entre outras maldades com o povo.

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