03/09/2014

Presos se recusam a receber visitas íntimas no maior presídio do RN


Penitenciária Estadual de Alcaçuz
(Foto: Ricardo Araújo/G1)

Os detentos da Penitenciária Estadual de Alcaçuz se recusaram a receber visitas íntimas nesta quarta-feira (3). A informação foi confirmada pelo diretor da unidade prisional, Ivo Freire. Desde segunda-feira (1º) os presos de oito unidades prisionais do Rio Grande do Norte estão em greve de fome. De acordo com a Coordenadoria de Administração Penitenciária (Coape), os detentos ainda não apresentaram uma pauta de reivindicações.

Em Alcaçuz, apenas os presos do pavilhão 3 não aderiram à greve de fome. "Eu fui aos pavilhões ontem e os presos disseram que não querem receber visitas íntimas nesta quarta-feira e que também não vão receber comida", disse Ivo Freire. Segundo ele, normalmente, em dias de visita íntima cerca de 200 mulheres entram na unidade. Nesta quarta, até às 8h30 menos de 10 mulheres estiveram no local.

"As mulheres que entraram foram para o pavilhão 3 que não aderiu ao movimento", disse Ivo. Ele esclareceu que a visita íntima não está proibida e que se aparecer alguma mulher para visitar os detentos terá direito a entrar normalmente. "Nós não privamos eles de receber visitas, foram eles que optaram por não receber, mas se vier alguma mulher poderá entrar", reafirmou.

A Penitenciária de Alcaçuz tem ao todo 900 presos, sendo que 120 estão no pavilhão 3 que não aderiu ao movimento.

Greve de fome
Detentos de oito unidades prisionais do estado estão em greve de fome desde segunda-feira. Segundo levantamento feito pelo G1, com base nos dados repassados pela própria Coape e diretores dos presídios estão em greve de fome os presos da Cadeia Pública de Mossoró, Penitenciária Agrícola Dr. Mário Negócio, Penitenciária de Alcaçuz - que fica em Nísia Floresta; Presídio Rogério Coutinho Madruga, conhecido como Pavilhão 5 de Alcaçuz; Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP); Cadeia Pública de Natal; Penitenciária Estadual do Seridó, em Caicó; Centro de Detenção Provisória (CDP) de Ceará-Mirim. Juntas, as unidades possuem cerca de 2.500 apenados.
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