Foi baleado e durante longas horas não tinha um leito de UTI para receber a devida assistência hospitalar.
É a antítese daquele servidor público que não dá expediente, e ainda recebe por hora-extra e plantão sem trabalhar.
Viva o soldado Gurgel!
Mas estranhamente, quase ninguém influente sai em defesa do nosso herói. Não ouço discursos eloquentes, vozes veementes e louvações ao seu destemor. Alguém procurou saber como está sua família material, psicológica e fisicamente?
Cadê twittaço desse ou daquele lado político para exaltá-lo e em mobilização por seu restabelecimento? Ao sair do hospital, com saúde (amém!), o soldado Gurgel precisa ser condecorado por bravura. Melhor ainda é respeitá-lo e à tropa, tão vilipendiada.
Confesso minha particular afeição por esses heróis anônimos, da coxia. São peças secundárias e invisíveis no enredo da história da humanidade. Gente que tece a vida real com sangue, suor e lágrimas.
Quero conhecer esse herói. Espero ladeá-lo para fotografia; pedir seu autógrafo. Soldado Gurgel dignifica o humano, lustra a própria farda.
POR CARLOS SANTOS
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